Olhando Barcelona/Barcelona besuchend/Looking Barcelona

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Olhando Barcelona

Texto e fotos:

Marco Emerenciano é natural de Natal e um entusiasta da vida.         

Viajar até Barcelona estava na pauta. Naquela época a opção mais fácil partindo do nordeste era um vôo da extinta VASP. De Salvador com destino a Madri e, desde lá em vôo regular, hora e pouco depois em Barcelona.

Me refiro aqui ao inverno de 1999, mas devo dizer que o frio dessa estação no Mediterrâneo é muito discreto. Guardo na mente a imagem dos Pirineus cobertos de neve quando a aeronave fazia a aproximação da “Ciudad Condal” – assim era conhecida a Barcelona dos Condes – até alcançar o lendário Mar Mediterrâneo. Foi possível ver os Pirineus e a Costa Brava lado a lado. Arriscaria até em dizer numa linguagem surrealista, como a de Salvador Dali, que pareciam “siameses”.

E veja você, caro leitor, como a cidade é multicultural. No terminal “B” do aeroporto “del Prat”, um mural de Miró, catalão de fina cepa, decorava uma de suas fachadas. No saguão, uma imponente escultura em bronze de Botero, aqui da Colômbia, também dava as boas vindas.

Decidimos nos alojar num apartamento no bairro gótico, la na “ciutat vella”, ao lado da emblemática “Las Ramblas”. Região onde é possível sentir o cotidiano da cidade, seja turisticamente falando ou não. O lugar tem muita vida, as ruas são estreitas e a opção gastronômica, para usar um termo da moda, é infinita.

Barcelona foi cercada por muralhas. Com o passar do tempo, a antiga fortificação ganhava novos horizontes. Mais adiante, foi traçado um ambicioso projeto de urbanização da cidade denominado de expansão, ou “eixample”, em catalão. O desenho previa quarteirões simétricos e edifícios baixos. Época de auge do movimento literário e cultural que teve inicio no final do século XIX e começo do seguinte em toda a Europa, espalhando-se para o mundo: o modernismo.

Queríamos ver o Modernismo. Não exitamos em “descer” uma das mais emblemáticas avenidas de Barcelona, o “Paseo de Gracia”, e apreciar a beleza. Na Espanha, o Modernismo teve uma fantástica expansão, sobretudo na Catalunha. A tendência iniciada por Viollet-lhe-Duc de recuperação do passado arquitetônico medieval foi seguida em várias comunidades autônomas (são 17 na Espanha) e complementada com contribuições islâmicas. Um grande número de arquitetos deixou magníficos depoimentos em edifícios

Doménech i Montaner foi expoente chave na definição do ‘Modernismo arquitetônico’ na Catalunha. Mostrou a via para que a arquitetura refletisse o caráter nacional catalão. Suas obras se caracterizam por uma mistura de racionalismo construtivo e uma fabulosa ornamentação inspirada na arquitetura hispano-árabe e no desenho curvilíneo. O Palácio da Música Catalã e o Hospital de Sant Pau são exemplos.

Antoni Gaudí é o principal expoente. Suas primeiras obras, nas que reinterpreta estilos artísticos do passado, evoluíram a outras mais naturalistas cheias de liberdade formal e decorativa. Sua fonte de inspiração foi sempre a natureza, de onde extraiu as formas vivas e onduladas. Fundiu o novo e o antigo, o original e o tradicional, o belo e o útil, o pessoal e o coletivo, o catalão e o universal. É só observar a “Sagrada Família”.

Mas Barcelona não é unicamente Modernismo. A cidade cosmopolita tem encantos mil. Mas sobre eles, pretendo falar outro dia, se assim o leitor permitir.

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Barcelona besuchend

Notiz: Das Bild dieser Text Eröffnung wurde von der Website Time Out entfernt:  http://www.timeout.com/barcelona/things-to-do/barcelonas-20-top-events-of-2015

Text und fotos:

Text und fotos: Marco Emerenciano ist geborener Natalenser und liebt das Leben.

Die Reise nach Barcelona stand auf dem Programm. Zu jener Zeit war es das beste, mit der VASP von Salvador im Nordosten Brasiliens zu fliegen. Also Salvador – Madrid und dann noch eine Stunde nach Barcelona.

Ich beziehe mich hier auf den Winter 1999, aber ich muss sagen, dass sich die Kälte in dieser Saison im Mittelmeer sehr diskret zeigte. Stellen sie sich die Pyrenäen  schneebedeckt, wenn sich das Flugzeug der “Ciudad Condal” nähert – so wurde sie vom Grafen von Barcelona benannt. Es war möglich, die Pyrenäen und die Costa Brava nebeneinander zu sehen. Ich wage es in einer surrealistischen Sprache wie Salvador Dali  zu sagen, es schien eine “Siamese” zu sein.

Und die Stadt ist multikulturell ist. Im Terminal “B” des Flughafens “del Prat”  verziert ein riesiges Wandbild des Katalanen Miró eine seiner Fassaden. In der Lobby dann heisst sie eine imposante Bronzeskulptur des Kolumbianers Botero  ebenfalls willkommen.

Wir entschieden uns für eine Wohnung im Gotischen Viertel “Ciutat Vella” direkt neben der unverkennbaren “Las Ramblas. der Bereich, in dem Sie das Leben der Stadt fühlen können, die Straßen sind schmal und die gastronomischen Optionen, um einen modischen Begriff zu verwenden, sind infinete – unendlich.

Barcelona war einmal von Mauern umgeben. Im Laufe der Zeit gewann die alte Festung neue Horizonte. Später wurde es ein ehrgeiziges Projekt der Urbanisierung der Stadterweiterung mit dem Namen “eixample” auf Katalanisch. Das Design war geprägt von symmetrische Blöcken und niedrigen Gebäuden. Höhepunkt der literarischen und kulturellen Bewegung dieser Epoche, die im späten neunzehnten Jahrhundert und zu Beginn des nächsten begann, sich in ganz Europa und der  Welt zu verbreiten: die Moderne.

Wir wollten die Moderne sehen. Verpassen Sie es nicht, den “Paseo de Gracia”  hinunterzugehen, eine der bedeutendsten Straßen von Barcelona und ihre Schönheit zu genießen. In Spanien hatte die Moderne eine fantastische Expansion, vor allem in Katalonien. Der Trend begann mit Viollet-ihn-Duc in der mittelalterlichen architektonische Vergangenheit gefolgt vom Aufschwung in mehreren autonomen Gemeinschaften (es gibt 17 in Spanien) und ergänzt durch islamische Beiträge. Eine große Anzahl von Architekten liefern prächtige Zeugnisse von Gebäuden ab.

Domenech i Montaner war eine Schlüsselfigur hinsichtlich der Definition der “architektonischen Moderne” in Katalonien. Er zeigte den Weg auf wie Architektur den nationalen katalanischen Charakter widerspiegelte. Seine Arbeiten zeichnen sich durch eine Mischung aus konstruktiven Rationalismus aus und fabelhafte Verzierungen inspiriert von der spanisch-maurischen Architektur und kurvenreichem Design. Der Palau de la Música Catalana und das Hospital de Sant Pau sind Beispiele.

Antoni Gaudí ist der Hauptvertreter. Seine ersten Arbeiten, die die künstlerischen Stile der Vergangenheit neu interpretieren, haben sich weiterentwickelt zu anderen naturalistischeren Stile voller formaler und dekorative Freiheit. Seine Quelle der Inspiration war schon immer die Natur, woraus man die lebenden und welligen Formen extrahiert. Es verschmolz das Alte und das Neue, das Ursprüngliche und Traditionelle, das Schöne und das Nützlich, das Persönliche und das Kollektive, das Katalanische und Universelle. Schaut euch einfach die “Sagrada Familia”an.

Aber Barcelona ist nicht nur die Moderne. Die kosmopolitische Stadt hat  tausend Reize. Aber über die möchte ich an einem anderen Tag sprechen, wenn der Leser dies so zulässt.

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Looking Barcelona

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Text and photos:

Text and photos: Marco Emerenciano is born in Natal and loves life

Travel to Barcelona was on the agenda. At that time the easiest option starting from the northeast was a flight of the former VASP. Salvador bound for Madrid and from there on a regular flight, time and shortly after in Barcelona.

I refer here to the winter of 1999, but I must say that the this cold  season in the Mediterranean was very discrete. Keep in mind the image of the Pyrenees covered in snow when the aircraft was approaching the “Ciudad Condal” – so was known to the Counts Barcelona – to reach the legendary Mediterranean Sea. It was possible to see the Pyrenees and the Costa Brava side by side. I would venture to say in a surrealistic language, such as Salvador Dali, it seemed “Siamese”.

And you see the city is multicultural. In the terminal “B”  of the airport “del Prat” a Miró mural, Catalan, fine strain, decorated one of its facades. In the lobby, an imposing bronze sculpture of Botero, here  Colombia also gave a welcome.

We decided to stay in an apartment in the Gothic quarter in “Ciutat Vella”, next to the emblematic “Las Ramblas” an area where you can feel the life of the city touristically speaking or not. The place has a lot of life, the streets are narrow and the gastronomic option, to use a fashionable term,  is infinite.

Barcelona was surrounded by walls. Over time, the old fortification gained new horizons. Later, it was drawn an ambitious project called urbanization of city expansion, or “eixample” in Catalan. The design provided symmetrical blocks and low rise buildings. Pinnacle of literary and cultural movement of time that began in the late nineteenth century and the next start in all Europe, spreading to the world: modernism.

We wanted to see Modernism. Do not hesitate to go “down” one of the most emblematic avenues of Barcelona, ​​the “Paseo de Gracia”, and enjoy the beauty. In Spain, Modernism had a fantastic expansion, especially in Catalonia. The trend started by Viollet-him-Duc in the medieval architectural past recovery, it was followed in several autonomous communities (there are 17 in Spain) and supplemented by Islamic contributions. A large number of architects left magnificent testimonials buildings

Domenech i Montaner was a key exponent in the definition of ‘architectural Modernism’ in Catalonia. He showed the way to the architecture reflecting the Catalan national character. His works are characterized by a mixture of constructive rationalism and fabulous ornamentation inspired by the Hispano-Moorish architecture and curvaceous design. The Palau de la Música Catalana and the Hospital de Sant Pau are examples.

Antoni Gaudí is the main exponent. His first works, which reinterprets the artistic styles of the past, have evolved to other more naturalistic styles full of formal and decorative freedom. His source of inspiration has always been the nature from where are extracted the living and wavy shapes. Merged the old and the new, the original and traditional, the beautiful and the useful, the personal and the collective, Catalan and universal. Just watch the “Sagrada Familia”.

But Barcelona is not only Modernism. The cosmopolitan city has thousand charms. But about them, I want to talk another day, if the reader permits.

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